quarta-feira, 4 de junho de 2014

EVOLUÇÃO DA GESTÃO DE FACILITIES

As quatro fases de evolução da gestão de facilities no mundoO crescimento desta carreira que agrega valor ao pacote de serviços













                                                Por Philippe Enaud

O mercado de gestão de facilities, ou facilities management, cresce à taxa de 9% ao ano, em todo o mundo. No Brasil, especificamente, não há números precisos que demonstrem a dimensão do mercado, embora fontes do setor estimem um tamanho da ordem de R$100 bilhões. Por mais incerto que seja o dimensionamento deste mercado, o fato é que o Brasil vivencia um momento único nos serviços de gestão de facilities, com grande potencial de crescimento e amadurecimento.
Em todo o mundo, e inclusive em países que iniciaram as atividades de facilities management em períodos anteriores, como os Estados Unidos, o cenário configura-se de forma promissora para os fornecedores dispostos a evoluir e agregar valor ao pacote de serviços. Desta forma, é possível evidenciar ao menos quatro fases da maturação em facilities management.
O primeiro momento, que experimentamos em meados dos anos 1980 e 1990, corresponde a uma fase de serviços únicos. Esta fase é caracterizada por prestadores de serviços de uma única especialidade, geralmente na área de limpeza ou segurança. No Brasil, esta etapa foi marcada pela entrada da gestão de facilities entre os serviços de grandes empreendimentos, como shopping centers, que precisavam terceirizar serviços vitais ao funcionamento do prédio, mantendo a qualidade para reter clientes.
Com a necessidade de as empresas direcionarem cada vez mais esforços ao seu core business, o que gera excelente possibilidade aos prestadores de serviços em facilities, chegamos ao segundo momento, em meados dos anos 2000 com o oferecimento de pacotes multisserviços.
Nestes casos, os prestadores ofereciam serviços completos em gestão de facilities, englobando, além de limpeza e segurança, serviços de paisagismo, manutenções diversas, gestão de sistemas de ar-condicionado, mensageria, brigadas de incêndio, entre outros serviços imprescindíveis à manutenção do negócio. O País foi muito bem-sucedido na prestação de serviços nesta segunda fase com a consolidação de parcerias duradouras e de qualidade entre fornecedores e clientes.
Atualmente, os players mais empreendedores instalados no Brasil deram início à terceira fase da gestão de facilities. Trata-se da oferta de pacotes com serviços completos para todas as operações da empresa em um país. Por este formato, o prestador firma uma parceria ampla e sólida, tornando-se responsável por todos os serviços de apoio do cliente em todo o território brasileiro.
Este tipo de contrato exige grandes investimentos em equipamentos, tecnologia, treinamento e mão de obra, o que confere larga vantagem aos prestadores com maior poder de investimento, como é o caso de grandes grupos internacionais em atuação no Brasil e companhias brasileiras com DNA de inovação e empreendedorismo.
A tendência é que, após o surgimento dos primeiros resultados positivos de um relacionamento mais intenso entre prestador e cliente, este formato evolua rapidamente para a quarta fase conhecida da gestão de facilities, experimentada atualmente apenas por países como os Estados Unidos e algumas potências da Europa. Da oferta de serviços para um país, expandiremos para parcerias globais, que contemplem todas as operações da empresa no mundo, construindo verdadeiros impérios de gestão de facilities, com grandes benefícios para prestadores e clientes.
Se por um lado a empresa especialista em facilities management ganhará uma responsabilidade muito mais ampla pelas operações de uma empresa, assumindo todos os riscos pela operação em larga escala, passará a ter que investir mais e mais no avanço e na atualização de plantas, equipamentos e equipe, a fim de garantir que seus próprios resultados sejam vantajosos.
O cliente, por sua vez, ganhará o benefício de ter uma equipe parceira, e cada vez mais comprometida e engajada com a eficiência e a inteligência de suas atividades, ou seja, de suas próprias instalações e de seu negócio. Afinal, parcerias deste porte apenas podem funcionar com sinergia total entre fornecedor e tomador. E, de sinergia, o Brasil com certeza entende.

Philippe Enaud é presidente-fundador da Vivante, companhia brasileira especializada em facilities, operações de infraestrutura e gestão de utilidades.

http://bradoassociados.blogspot.com.br/




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