quinta-feira, 22 de junho de 2017

INFRAESTRUTURA DAS ESCOLAS BRASILEIRAS

Infraestrutura: o péssimo estado de conservação das escolas

Números alarmantes revelam a falta de infraestrutura das escolas brasileiras. Os alunos são os mais prejudicados

por:
OB
Ocimara Balmant
01 de Abril 2012 - 12:00

Por falta de segurança, uma escola de São Paulo teve de adiar o início do calendário letivo depois que uma vistoria do Corpo de Bombeiros encontrou extintores vencidos e fiação exposta. Em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, até março os alunos de uma instituição tinham de sentar no chão para assistir as aulas porque não havia número suficiente de carteiras. Em Campo Alegre, a 88 quilômetros de Maceió, o teto de uma sala desabou e feriu 19 estudantes em julho de 2011.

E o mais grave é que estes não são casos isolados. Eles refletem a falta de infraestrutura básica de grande parte das escolas brasileiras. Sinais de depredação - como lâmpadas estouradas, portas e janelas quebradas e carteiras em mau estado de conservação - estão presentes em 23,5% das instituições. E, se o assunto é o telhado, a demanda cresce - 36,4% das escolas necessitam de reformas na cobertura. Os dados foram coletados entre as 58 mil escolas que responderam ao questionário que acompanha a inscrição da Prova Brasil 2009 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A pedido de GESTÃO ESCOLAR, eles foram tabulados pelo economista Ernesto Martins Faria, especialista em cálculos e análises de indicadores educacionais e coordenador de projetos da Fundação Lemann, de São Paulo. Ernesto também investigou as respostas do Censo Escolar 2010 para mensurar o número de estabelecimentos públicos de Ensino Fundamental que funcionam de forma ainda mais precária: sem esgoto, energia elétrica ou banheiro. Segundo o levantamento, 8,8 mil unidades de ensino não têm nenhum sanitário, 11 mil não contam com rede de esgoto e mais de 12 mil delas dependem de geradores de energia (veja mais informações dos estudos nos boxes).



Situação das instalações físicas nas escolas
Telhado
36,4% precisam de reforma na cobertura
439 unidades não têm telhado

Sala de aula
35,6% das escolas necessitam reformar as salas de aula
10% afirmam que a iluminação não é adequada
19% relatam problemas de ventilação

Sinais de depredação
23,5% das instituições apresentam problemas como portas e janelas quebradas, brinquedos e carteiras mal conservados e paredes e muros pichados

Fonte: Dados do Questionário Saeb/Prova Brasil 2009, respondido por 58.374 escolas públicas de todo o país.

Ter um espaço acolhedor também é questão pedagógica

Diante de condições tão deficientes, não é difícil imaginar o quanto a Educação fica prejudicada. A organização e a manutenção do espaço demonstram o projeto político-pedagógico (PPP) da escola e, portanto, não podem ser ignoradas. "Para que o aluno valorize o ambiente de ensino e, logo, o conhecimento, é preciso dar atenção a esses aspectos", afirma Silvia Colello, professora da Faculdade da Educação da Universidade de São Paulo (USP). A influência das características físicas no desempenho escolar tem sido alvo de diversas pesquisas. Uma delas foi desenvolvida por Natália Sátyro, professora do departamento de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Na realidade brasileira, o espaço físico interfere muito no processo de aprendizagem, principalmente nas escolas mais precárias", afirma a pesquisadora. Coautor no projeto, o economista Sergei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é categórico: "Não dá para negar que aqueles que têm aulas no escuro ou sem o mínimo de higiene aprendem menos".

Outro estudo, que relacionou o rendimento dos alunos às instalações e aos materiais pedagógicos, chegou à conclusão semelhante. Gabriela Schneider, especialista em políticas, gestão e financiamento da Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) criou o Índice de Condições Materiais da Escola (ICME) com base no cruzamento de dados do Saeb e da Prova Brasil. O levantamento, feito em 2010 para sua dissertação de mestrado, mostrou que as melhores médias estão nas escolas das redes estaduais, localizadas nas capitais urbanas, e nos estabelecimentos municipais da região Sul com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). "O sistema educacional brasileiro segue a mesma lógica da distribuição de renda e, por isso, temos unidades em patamares muito diferentes. Quanto mais humilde o local, pior a situação da escola", compara Gabriela. De fato, a maioria dos estabelecimentos sem energia, esgoto ou banheiro está localizada nos estados do Norte e Nordeste, principalmente na zona rural - que detém os piores números de IDH do país.



Condições precárias no ambiente de ensino
Números mostram que o Sul e o Sudeste têm as melhores infraestruturas e o Norte do país é a região mais carente

Sem energia elétrica
10% das escolas não possuem eletricidade (total de 13 mil)
17,5% das unidades da área rural enfrentam a falta de luz

Escolas afetadas por região
31,23% do Norte
10,29% do Nordeste
3,12% do Centro-Oeste
0,77% do Sudeste
0,32% do Sul

Sem esgoto
8,6% das escolas (total de 11.027)
14,7% das unidades da área rural

Escolas afetadas por região
22,67% do Norte
9,94% do Nordeste
2,25% do Centro-Oeste
1,11% do Sudeste
0,52% do Sul

Sem banheiro
6,87% das escolas (total de 8.805)
11,1% das unidades da área rural

Escolas afetadas por região 12,96% do Norte
9,4% do Nordeste
2,10% do Centro-Oeste
1,41% do Sudeste
0,65% do Sul

Fonte: Censo Escolar 2010

Avanços dependem de financiamento público e da autonomia do diretor

Mudar esse cenário de descaso é urgente e os pesquisadores são unânimes: a resolução dos problemas básicos, como falta de esgoto e água encanada, requer, principalmente, investimentos concentrados nas regiões mais desprovidas. "A Constituição estabelece o regime de cooperação. O Governo Federal faz repasses, mas em muitos casos eles são insuficientes. Principalmente nos pequenos municípios e naqueles com muitas unidades rurais", afirma Gabriela Schneider, da UFPR. "Nesses locais, as redes locais assumiram a responsabilidade pelo Ensino Fundamental, mas sem nenhuma estrutura. A falta de esgoto não se limita à escola, mas à cidade inteira."

E, nesse ponto, todos têm o seu quinhão de responsabilidade. O Governo Federal atua por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR) - ferramenta de planejamento que ajuda as redes de ensino a avaliar seus problemas e, posteriormente, receber assessoria técnica e recursos do Ministério da Educação (MEC) para implementar as mudanças. O programa permite diagnosticar questões de infraestrutura por meio do Levantamento da Situação Escolar (LSE).

Para tanto, os secretários de Educação precisam responder a questionários com dados indicativos da realidade de cada instituição e as estimativas de investimentos para atender aos padrões mínimos de funcionamento - do abastecimento de água às condições de acessibilidade. Estados e municípios também devem disponibilizar programas voltados à infraestrutura: a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, por exemplo, atendeu 2,3 mil escolas em 2011 por meio do Plano de Manutenção. O projeto inclui visitas periódicas às unidades da rede para verificar telhados, instalações hidráulicas e elétricas, muros, pisos, janelas e vidros e identificar a necessidade de reparos.

E você, diretor, tem um papel fundamental nesse processo. Comunicar a rede de ensino sobre falhas na estrutura física, colaborar no levantamento dos dados e cobrar a aplicação adequada dos recursos são suas atribuições. "Como administrador político da escola, o diretor e sua equipe devem orquestrar a mobilização, promover uma comissão de pais e mesmo falar com as autoridades públicas para garantir o bom funcionamento da instituição", afirma Ângelo Ricardo de Souza, professor do Núcleo de Políticas Educacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Nos casos dos consertos corriqueiros, a supervisão deve ser ainda mais rigorosa. Detalhes que podem parecer insignificantes, como um brinquedo enferrujado ou um fio desencapado, provocam a maioria dos acidentes graves - que, inclusive perante a lei, são de responsabilidade do gestor. Para esses serviços, existem recursos específicos. Um deles, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do MEC, é direcionado às instituições públicas de Educação Básica. A verba, estipulada pelo número de matriculados, deve ser utilizada na melhoria da estrutura pedagógica e em obras de conservação e manutenção.

O bom proveito dessas verbas, no entanto, depende da expansão dos programas de formação na área de administração financeira. "Diretores bem preparados sabem exigir melhorias nas políticas de repasse e fazer com que sejam aperfeiçoadas", diz Célio da Cunha, especialista em políticas educacionais da Universidade de Brasília (UnB). Ele acredita que, quanto mais autonomia a escola adquire na gestão, mais condições terá de resolver os seus problemas. A tarefa não é simples - mas também não é impossível. Prova disso são as histórias que você lerá nas páginas seguintes: quatro diretoras conseguiram, de formas distintas, superar problemas de infraestrutura e proporcionar melhorias à qualidade da Educação brasileira.







BRADO ASSOCIADOS CONSULTORIA


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SEMINÁRIO FIESP


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REFORMAR PARA MUDAR


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quarta-feira, 12 de abril de 2017

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sexta-feira, 24 de março de 2017

LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO


ÁGUA


ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA


LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA

Confira dicas de como manter a limpeza escolar e a organização dos diversos recursos de uma instituição.

Nos diversos espaços que formam uma escola, desde a sala de aula até pátios e quadras esportivas, todos tem em comum a importância da limpeza no ambiente escolar. Cada um desses espaços possui sua frequência particular de limpeza e exige cuidados específicos na manutenção e organização dos produtos e equipamentos utilizados. O volume de recursos materiais que uma escola administra no seu dia a dia é grande, por isso é importante saber como manter os ambientes organizados. Para isso uma lista com dicas para auxiliar na gestão, organização e conservação dos recursos, além de preservar a limpeza escolar.

NA BIBLIOTECA
Fonte de pesquisas e estudos, o acervo da biblioteca deve ser bem estruturado e o ambiente confortável e convidativo ao leitor. Manter prateleiras e exemplares limpos e sem pó é um cuidado constante, bem como manter o ambiente higienizado de forma geral. Manter dispensers de álcool gel é uma forma rápida de incentivar a desinfecção das mãos antes e após o manuseio do material, evitando contaminação. É interessante também escolher um aroma característico para este ambiente e utilizá-lo em difusores e desinfetantes, criando uma lembrança de local acolhedor e convidativo.

NA SALA DE AULA
Nas salas de aula a limpeza deve ser intensificada e ocorrer a cada turno, garantindo a higiene do ambiente e a segurança dos alunos. Deve-se eliminar pó, papéis e migalhas de cima das mesas, cadeiras e chão, além de não esquecer de cuidar de prateleiras, armários e lousas, para que sejam preservados. Para facilitar este serviço, produtos químicos de limpeza específicos para limpeza de classes, produzidos para tirar manchas de canetas e sujeiras normalmente concentradas em carteiras escolares podem auxiliar neste processo. Produtos destinados à limpeza de quadros também são importantes pois garantem a limpeza sem danificar a superfície.

EM PÁTIOS
A gestão escolar deve investir em organização consciente e coletiva, por isso ambientes de grande movimentação como pátios e corredores são locais onde esta mensagem deve ser propagada. A instalação de lixeiras para coleta seletiva é uma atitude simples e que conta com a colaboração de quem circula por estes lugares. Os resultados ficam ainda melhores quando se realiza um trabalho de conscientização com os alunos e com a certeza que, após recolhimento, o lixo será encaminhado corretamente ao seu destino.

MATERIAIS ESPORTIVOS
Os materiais utilizados nas aulas de educação física, nos intervalos ou outras atividades lúdicas devem ser guardados com cuidado e em um local reservado exclusivamente para seu armazenamento, garantindo a usabilidade dos equipamentos.  Manutenção regular se faz necessária, higienizando e limpando cada vez que o material for utilizado.

REFEITÓRIOS
Os locais onde estudantes, funcionários e visitantes realizam suas refeições são pontos chave da limpeza na escola. Por serem ambientes de uso comum são encontrados resíduos diversos, de migalhas de alimentos a material descartável. Cada superfície com seu nível de sujidade. Portanto, a mão de obra especializada em limpeza deve realizar uma rápida triagem, atacando as áreas de maior impacto inicialmente e utilizando produtos de limpeza eficientes e destinados corretamente ás necessidades. A limpeza após os intervalos e os períodos de aula deve ser ágil e rápida, se utilizando de químicos apropriados e equipamentos capazes de trazer eficiência aliada à velocidade.


É importante compreender que os procedimentos de limpeza no ambiente escolar devem sempre observar as boas práticas e o bem-estar comum, utilizando-se de equipamentos de limpeza para realizar as atividades com eficiência, equipamentos de segurança para garantir a saúde dos funcionários e produtos químicos confiáveis e eficazes. É possível identificar que todos estes aspectos são de responsabilidade da administração da instituição, porém a limpeza na escola deve ser um hábito arraigado na cultura dos colaboradores e gestores, além de incentivada constantemente na conduta dos alunos e visitantes. Manter a escola limpa é fruto da colaboração de todos!

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quinta-feira, 23 de março de 2017

ACADEMIA DE ESPECIALISTAS EM SEGURANÇA DAS ESCOLAS - BRASIL


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